quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Última Música, Nicholas Sparks

"Uma história inesquecível história de amor, carinho e compreensão ─ o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão (...)" Confesso que não estava muito confiante em terminar este livro até o final das férias de julho, mas a cada capítulo eu tinha mais vontade de ler e descobrir o segredo de Will e Scott, se a Ronnie ficaria mais legal. E descobri muito mais do que isso. Ontem, 13 de julho de 2010, passei a tarde lendo e chorando por causa da Ronnie, seu irmãozinho Jonah e seu pai Steve. Uma pequena passagem da Bíblia que Steve leu para Ronnie, deu mais sentido ainda ao livro. Gálatas, 5.22 "Ao contrário, o fruto do Espírito Santo é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade".
Nicholas Sparks nos mostra a passagem da garota rebelde que Ronnie era até chegar na casa de seu pai, para passar o verão, para a garota bondosa e incrível que se tornou durante o verão. Esse livro me ensinou muito sobre relações familiares, a importância de procurar Deus nas coisas mais simples. Ensinou a ter paciência a cima de tudo com quem mais amamos, a ganhar a confiança de nossos pais (para quem é adolescente como eu) e dar confiança para os filhos, acreditar no que parece ser a verdade para os outros, mas que é a verdadeira mentira.
Ensina que o verdadeiro amor se consegue aos poucos, e que quando vemos que algo não vai bem, não podemos esperar até tudo ficar pior ou virar uma famosa bola de neve e deixar nossa consciência pesada.
Ter fé que após uma tempestade vem uma calmaria, e que Deus está em todos os lugares. Esperança, mesmo que aquilo já não seja possível de se alcançar. Que às vezes ignorar nossos problemas, só piora tudo. Que precisamos pedir perdão e, acima de tudo, perdoar quem mais nos ama e amamos também.
Não li o livro porque a Miley Cyrus faz o filme, mas li porque me interessei pelo enredo do filme e quando minha irmã comprou o livro, fiquei esperando ela terminar para que eu pudesse ler. E não me arrependo. Sei que poderia ter terminado o livro em, no máximo, uma semana e meia, mas demorei muito por pura preguiça. Mas me arrependo de não ter lido mais rapido essa fascinante história com um desfeixo incrível e emocionante.
Recomendo para os apaixonados por romances abertos e que gostam de livros que, sem querer, são de auto-ajuda. Pelo menos agora vou aprender a admitir meus erros.